domingo, 2 de novembro de 2008

Benin está vivo ainda lá Ancestralidade e Contemporaneidade

Dentre outras exposições os alunos tiveram a oportunidade de ver a Exposição: - Benin está vivo ainda lá Ancestralidade e Contemporaneidade.
O Museu Afro Brasil, com a exposição O Benin, ancestralidade e contemporaneidade, torna-se a primeira instituição brasileira a dedicar o melhor de seus esforços a mostrar a arte ancestral, tradicional, e também a arte contemporânea produzida por um dos berços da nação brasileira, o Benin.




A Proposta do Museu





Sobre O Museu Afro Brasil é um museu histórico que fala das origens, mas também registra as lutas que prosseguem ainda hoje. Um centro de referência da memória negra, que reverencia a tradição que os mais velhos dolorosamente souberam guardar, e reconhecer os negros ilustres, na vida pública, nas ciências, nas letras e nas artes, no campo erudito ou popular. Um museu etnográfico que expoe com rigor e poesia ritos e costumes que traduzem outras visões de mundo e da história, festas que evidenciam o encontro e a fusão de culturas africanas e luso-afro-ameríndias para formar a cultura mestiça do Novo Mundo, também registrã a dinâmica da cultura negra na diáspora hoje. Um museu de arte, passada e presente, que reconhece o valor da recriação popular da tradição e reafirma enquanto negro o talento de formação erudita, nas artes plásticas e nas artes cênicas, na música como na dança.
O Museu Afro Brasil é um museu contemporâneo, em que o negro pode se reconhecer hoje. Um museu que integra os anseios do negro jovem e pobre ao seu programa museológico, contribuindo para sua formação educacional e artística e sua qualificação profissional, mas também para a formação intelectual e moral de negros e brancos, cidadãos brasileiros, em benefício das gerações que virão. Um museu que participa da construção de um país mais justo e democrático, igualitário do ponto de vista social, aberto à pluralidade e ao reconhecimento da diversidade no plano cultural, mas que também reata os laços com a diáspora negra, promovendo trocas entre a tradição, a herança local e a inovação global.

Emanoel Araujo

Visita ao Museu Afrobrasil, 4º B


Nesse dia os alunos da 4ºB Profº Cecília visitaram o Museu Afrobrasil



Momentos de descontração

Durante o ano tivemos alguns momentos de comemorações entre o grupo.
A importância de celebrar a vida

"Chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram". (Romanos 10.15)

Aprender a ver em nós e também nos outros a grande riqueza de ser humano, apesar das próprias limitações e fraquezas, quando reconhecidas, olhando pra frente é saber que é possível vencer.
Que neste ano seja mais significativa a palavra 'companheirismo', pois no mundo em que vivemos de tantos tipos de guerra, não podemos mais aceitar que o nosso trabalho seja um campo de guerra, afinal de contas temos objetivos em comuns, apesar de sermos diferentes.
E o texto bíblico surge-nos como desafio: a dor precisa ser compartilhada para que haja esperança para quem sofre;
assim como a alegria, principalmente quando se alcança uma vitória importante, precisa-se que todos festejemos juntos para que aquele momento vire uma grande celebração - em resumo: ninguém pode viver pra si mesmo e precisamos de todos, pois o partilhar da vida nos faz vencer a dor como também nos motiva a vivermos felizes!
Que Deus abençoe a todos os colegas e que juntos aprendamos a celebrar a arte de viver!

Vídeos das Apresentações

Parte I



Parte II

4°s Tarde

As 4ºs da Tarde (D-Cristiane, E-Francinete) e D.A(Mônica), apresentaram uma dança contemporânea, onde colocamos alguns elementos da dança afro, a música é Armazén da Ana Carolina.
ARMAZÉM
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina


Se precisar de alguma coisa
Vai lá no meu armazém
Tem de tudo quase tudo tem

No meu armazém
Tem de tudo quase tudo
Tem rodo, tem barbante
Tem farinha,pedra-pomes
Prendedô,passadô, escorredô
Esmalte vermelho
E tem até couro pra pandeiro

Mas tudo é embrulhado
Num papel fuleiro

Se precisar de alguma coisa
Vai lá no meu armazém
Tem de tudo quase tudo tem
Mas se você não vem
A saudade é longa dobro minha manga
A saudade é tanta te vendo uma fanta
A saudade é dura vendo também miniatura
A saudade não passa
Só não vendo de graça
A saudade me cala não tem trocado leva bala
A saudade é um bocado paro de vender fiado


Se precisar de alguma coisa
Vai lá no meu armazém
Tem de tudo quase tudo tem

3°s Tarde

Para descontrair as 3ºs da Tarde (C-Débora, D-Neide Paschoal, E-Eliane), apresentaram um ritmo velho e conhecido nosso, que é o pagode. Mostraram o samba no pé com Maneco Telecoteco do Zeca Pagoginho.
MANECO TELECOTECO
Zeca Pagodinho
Composição: Marques/roberto Lopes


Teco, teleco, telecoteco
É a batida do maneco
Castigando o tamborim
Teco, teleco, telecoteco
Tá na crista do sucesso
Até fechar um botequim...(2x)

Maneco era um sujeito comportado
Educado, sossegado
Cidadão trabalhador
Um dia conheceu a Carolina
Uma doçura de menina
E aí se apaixonou...
Carol não tinha lá muito juízo
Ele ficou no prejuízo
Quando o amor chegou ao fim
Agora chora no boteco
Teleco, telecoteco
Coitado do tamborim...

Teco, teleco, telecoteco
É a batida do maneco
Castigando o tamborim
Teco, teleco, telecoteco
Tá na crista do sucesso
Até fechar o botequim...(2x)

Agora apareceu uma comadre
Com pinta de madame
Maneco se impressionou
A galera já falou:
Sai dessa lama
Ela é malandrona
Uma tremenda "171"...

Cuidado!
Que ela vai sujar teu nome
Quer levar teu telefone
O barraco e o tamborim
Meu Deus do céu
Já tá pintando repeteco
E o sucesso do maneco
Está chegando ao fim...

2°s Tarde

As 2ªs Tarde (D-Silvely, E-Vera Ruth, F-Eliazabeth), fizeram uma música de protesto que crítica o nosso sitema político, onde apenas o nosso sócio é beneficiado, vimos Brasil com Gal Costa.
BRASIL
Gal Costa
Composição: Cazuza / Nilo Roméro / George Israel


Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga

Que já vem malhada antes de eu nascer


Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha


Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer


Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer "sim, sim"

Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)

1°s Tarde

As 1ºs da Tarde (D-Carol, E-Ruth, F-Neide Juliano) – Fizeram uma apresentação que passava uma mensagem de consciência ambiental, servindo de lição para todos nós, afinal precisamos mudar os nossos hábitos ou não teremos futuro. Apresentaram Tempo de ser feliz e música sobre a importância água.
È TEMPO DE SER FELIZ
Cristina Mel

Salvem o nosso planeta
Salvem o nosso país
Salvem a nossa Amazônia
O nosso verde está por um triz

O mico leão dourado
O boto rosa também
O dedo de deus já criou
O homem mexeu, destruiu, desbotou
Salvem meu futuro
Eu quero um amanhã sem medo
Sem crianças pelas ruas
Pedindo um pedaço de pão

Salvem meu futuro
Eu quero respirar ar puro
Quinhentos anos quero bis
Dá tempo de ser feliz

Deus ilumina essa nação
Põe amor nos corações
Dos que governam a minha,
A nossa pátria amada

Brasil , Brasil , Brasil



A ÁGUA
Cristina Mel

A água quando está no céu é nuvem
Se você ouve um trovão,
Logo a chuva vai cair (cair, cair).

A chuva serve pra molhar a terra
A chuva serve pra encher os rios
A chuva nos dá água pra beber
A chuva faz a planta florescer

Coro

A chuva é água para tomar banho
A chuva é água pra escovar os dentes
É água pra mamãe cozinhar
É água pro papai se barbear

4°s Manhã

Os alunos das 4ªs da Manhã (A-Roseli, B-Cecília, C-Walderez) apresentaram o Boi-bumbá.

RITMO QUENTE
Carrapicho
Composição: Alex Pontes / Mailzon Mendes


No ritmo quente você vai dançar
Preste atenção que eu lhe ensinar
Veja o passinho dois pra lá e pra cá
é Boi-Bumbá (2X)

Vim do norte vim trazer alegria de viver
Quero só você é muita emoção,
Junto vamos nós, em uma só voz,
Cantar pra você (2X)

Dance para frente e gira
Remexe para trás delira
Ergue os braços para cima
Hei iê iê iê iá (2X)


Bumba-meu-boi

Bumba-meu-boi, boi-bumbá ou pavulagem é uma dança do folclore popular brasileiro, com personagens humanos e animais fantásticos, que gira em torno da morte e ressurreição de um boi. Hoje em dia é muito popular e conhecida.
A origem:
A essência da lenda enlaça a sátira, a comédia, a tragédia e o drama, e demonstra sempre o contraste entre a fragilidade do homem e a força bruta de um boi.
A festa do boi-bumbá surgiu no nordeste do país, mas disseminou-se por quase todos os estados da Amazônia e Pará em especial o Amazonas, visitado anualmente por milhares de turistas que vão para conhecer o famoso Festival Folclórico de Parintins, realizado desde 1913.

Do ponto de vista teatral, o folguedo deriva da tradição portuguesa e espanhola, tanto no que diz respeito ao desfile como à representação propriamente dita; tradição de se encenarem peças religiosas de inspiração erudita, mas destinadas ao povo para comemorar festas católicas nascidas na luta da Igreja contra o paganismo. Esse costume foi retomado no Brasil pelos jesuítas em sua obra de evangelização dos indígenas, negros e dos próprios portugueses aventureiros e conquistadores no catolicismo, por meio da encenação de pequenas peças.

Como dança dramática, o bumba-meu-boi adquire através dos tempos algumas características dos autos medievais, o que lhe dá o seu caráter de veículo de comunicação. Simples, emocional, direto, linguagem oral, narrativa clara e uma ampla identificação por parte do público, tomando semelhanças com a comédia satírica ou tragicomédia pela estrutura dramática dos seus personagens alegóricos, os incidentes cômicos e contextuais, a gravidade dos conflitos e o desenlace quase sempre alegre, que funciona como um processo catártico.

Ao espalhar-se pelo país, o bumba-meu-boi adquire nomes, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Dessa forma, enquanto no Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí é chamado bumba-meu-boi, no Pará e Amazonas é boi-bumbá ou pavulagem; em Pernambuco é boi-calemba ou bumbá; no Ceará é boi-de-reis, boi-surubim e boi-zumbi; na Bahia é boi-janeiro, boi-estrela-do-mar, dromedário e mulinha-de-ouro; no Paraná, em Santa Catarina, é boi-de-mourão ou boi-de-mamão; em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Cabo Frio e Macaé(em Macaé a o famoso boi do Sadi) é bumba ou folguedo-do-boi; no Espírito Santo é boi-de-reis; no Rio Grande do Sul é bumba, boizinho, ou boi-mamão; em São Paulo é boi-de-jacá e dança-do-boi

Bumba-meu-boi no Maranhão

No Maranhão o bumba-meu-boi delimita um universo rico e pujante, que mistura lazer, trabalho, compromissos, festas, artes, ritos, mitos, performances, crenças e devoção. Envolve milhares de maranhenses ao longo de seu ciclo festivo, que se estende durante quase todo o ano, embora seu período de maior ebulição esteja concentrado no mês de junho. Em linhas gerais, consiste na brincadeira que faz dançar, cantar e tocar, em volta de uma carcaça de boi bailante, um agregado de pessoas que se tratam por brincantes. Esses brincantes organizam-se em grupos conhecidos localmente como bumba-meu-boi, bumba-boi ou simplesmente boi. O universo do bumba-meu-boi comporta diversos sotaques ou estilos de brincar: sotaque da ilha, sotaque de orquestra, sotaque da baixada. Cada sotaque engloba uma série de grupos com determinadas características que os aproximam entre si e os separam de outros grupos pertencentes a outro sotaque; todos os sotaques, contudo, são vistos como partes, ou aspectos, de um mesmo fenômeno cultural.

O bumba-meu-boi no Maranhão é parte integrante das festas juninas, aonde de início os grupos só se apresentavam do dia 24 de junho, dia de São joão até o dia 30 do mesmo mês, dia de São Marçal. Mas na verdade, a festa no Maranhão começa mesmo no mês de março, após as arrecadações para a brincadeira, quando começam a montar as roupas e o próprio boi, sendo este feito em fibra de buriti e seu couro é feito de veludo revestido por miçangas e só termina após a morte do boi, que geralmente ocorre no mês de outubro.

Bibiliografia

BARROS, Antonio Evaldo Almeida. 2007. O Pantheon Encantado: Culturas e Heranças Étnicas na Formação de Identidade Maranhense (1937-65). Dissertação de Mestrado em Estudos Étnicos e Africanos. Salvador: PÓS-AFRO/CEAO/UFBA.
CARVALHO, Maria Michol Pinho de. 1995. Matracas que desafiam o tempo: é o bumba-boi do Maranhão. São Luís: s/e.
PRADO, Regina de Paula Santos. 1977. Todo ano tem: as festas na estrutura social camponesa. Dissertação de Mestrado em Antropologia. Rio de Janeiro: PPGAS-MN/UFRJ.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bumba-meu-boi

3ºs Manhã

As 3ºs da Manhã (A-Vera, B- Maria Lúcia, agitaram o público com o nosso Axé da Bahia, para alegrar ainda mais a nossa festa apresentarão Lirirrixa do Grupo Babado Novo.
LIRIRRIXA

Babado Novo
Composição: Sérgio Rocha, Claudia Leite e Luciano Pinto


Lirirrixa
Timbaleia
Badala, badala, badala,
Rucutum, tan tan, tan (bis)
Vem,
Entre nesse passo que é bom
Pra balançar
Bumbum pra requebrar
Jogue a mão pra cima
Solta o corpo
O que que dá?

Ei!
Jogue para o lado de bAndinha..
Stop it!
Dê uma reboladinha

Reboladinha, reboladinha
Reboladinha, reboladinha, reboladinha (bis)

Venha balançar
Essa é a sensação

Agitaê, hei! (bis)
Ouça o tun, tun, tun
Que vem do coração
Badala, badala, badala,
Rucutum, tan, tan, tan